Feels good to be free…

What a sad year for music 2016 has been… I was lucky enough to see this man in concert when he came to Portugal for the first and only time in 2007, and I had the chance to confirm what I already knew, we were standing before an amazing singer/musician/artist (“perfection, flawless, absolutely flawless”). I fell in love with his album “Older” 20 years ago (“strange, don’t you think I’m looking older?”) and I completely overplayed it. It’s about time, the shortness of life, forgiveness, recognizing your mistakes, moving on, being a better person. It’s truly inspiring, nothing short of a masterpiece. And it’s hard to pick a favorite song out of it, but this is something that we all should learn how to do… move on.

Thank you for the music, the sun will never go down on you.

 

A Vida Sem Cartão de Crédito

Somos insignificantes, dizem. Meros desconhecidos. “Não conheço nenhum português famoso.” (Normal, a tua cultura geral é quase tão baixa como a temperatura que se faz sentir lá fora.)

Aqui, Portugal é sinónimo de bacalhau e alvenaria. “O que é que vocês têm em Portugal para além disso?” Olha, temos, por exemplo, um dos sistemas multibanco mais avançados do mundo, nada de especial.

Aqui não podes pagar a factura da electricidade, gás, etc. num “distributeur automatique”. Não podes carregar o telemóvel. Não podes fazer compras nem transferências. Não podes sequer consultar o saldo da tua conta, a não ser em certas e raras caixas “especiais”. Uma das poucas coisas que consegues fazer, para além de levantar dinheiro (e, mais uma vez, só em algumas caixas, porque Deus decididamente esqueceu-se de passar por aqui quando distribuiu a lógica pelo mundo), é carregar o passe!

Ora, há cerca de duas semanas, depois de um longo dia de trabalho, tive a infeliz ideia de usar uma dessas caixas para carregar o passe, porque no dia a seguir tinha mais que fazer (leia-se, trabalhar até às tantas) e depois era feriado. E foi então que, num dos meus típicos e já míticos momentos de “estas merdas só me acontecem a mim”, que a meio da operação, a caixa, mais infernal do que especial, decide adormecer e, impiedosamente, engolir-me o cartão. Eu sei que já era tarde e tal, mas não havia necessidade.

E foi assim que passei a viver sem cartão de crédito (ou débito, no meu caso). Passei não, voltei a. E deixem-me que vos diga que foi libertador. Nunca a minha conta bancária andou tão bem controlada e lembrei-me que, tal como o meu avô, prefiro o papel ao plástico. Obrigada, caixa, por estares faminta nessa noite!

Hope, Courage, Blood, Life

Portugal-EURO-2016-Team-Squad-Fixtures-–-UEFA-EURO

Much has been said and written about Portugal over the course of the Euro 2016, by the international press in general and the French in particular.

We are the dark horse, the underdogs, the fucking pebble in your pretentiously over expensive shoe.

We are the construction workers and the cleaning ladies. In spite of having university degrees, we possess no knowledge of any kind. Illiteracy at its best here, come take a picture! We are extremely “dégueulasse” and incredibly untalented, which must be the reason why we have nothing worth mentioning, because that’s obviously what we deserve. Nothing, nada, niente, zilch, zero.

We are where we are by the works of nothing less than… a miracle! After all, we have her on our side.

We are weak. We stand absolutely no chance. So why not just skip the match entirely and proceed straight to the award ceremony? Why waste any more precious time and energy if it’s already set in stone? Baffling, to say the least.

We have “too much hope”, they derogatorily say. But what is a man without it? It’s in our DNA. Our flag itself represents hope and that’s what we will do. Against all odds. Yes, I’m not sorry to say that we will foolishly keep on hoping, even when all hope is lost.

Tomorrow, we will yell at the TV. We will curse, a lot. We will most likely insult everyone and their mother, including ourselves. But in the end, our unity will prevail, our love won’t flinch, our pride won’t diminish. No matter the outcome. Because, yes, we are indeed prepared to lose. We hope for the best, but expect the worst. And we know better than to take things for granted. So let us be, let us try, let us fight, let us believe, let us… (yes, you guessed it) HOPE! And if we lose, “que se foda!”

When you come back, please come back home as heroes
And while you’re gone, we’ll sing this song for you
And we will share the pain and share the glory
So come back home as heroes
And make us heroes, too.

 

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